Policlínica Neuza Brizola promove evento do Setembro Amarelo com orientações sobre saúde mental e prevenção ao suicídio.
BELFORD ROXO — A Policlínica Neuza Brizola realizou nesta terça-feira (20-09) um evento alusivo ao Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio. A atividade contou com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Saúde e frequentadores da unidade.
O evento foi coordenado pelas enfermeiras Marcele Sarmento, Bianca Martins e Rosinete Freitas. Durante a programação, profissionais abordaram temas relacionados à saúde mental e à importância de buscar ajuda diante de situações de sofrimento.
O gestor da Policlínica Neuza Brizola, Avelino Ribeiro, destacou a importância das ações de conscientização realizadas durante o Setembro Amarelo. Segundo ele, o período é uma oportunidade para ampliar o acesso à informação e orientar pessoas que estejam enfrentando dificuldades relacionadas à saúde mental.
“Cuidar da saúde mental é importante e o setembro Amarelo oferece informações e ajuda. Quem precisar pode ligar para o 188, pois profissionais treinados estão prontos para ajudar. Este evento na Policlínica Neuza Brizola serve também para orientarmos. Agradeço o apoio dos profissionais da Secretaria de Saúde”, comentou Avelino.
Durante o evento, também houve relato de uma frequentadora da unidade. Ana Cláudia Silva, de 48 anos, contou que entrou em depressão após a morte da mãe e afirmou que a participação em palestras contribuiu para que superasse o trauma.
“Aqui no Neuza Brizola tem especialistas que podem nos acompanhar. É importante sempre procurar ajuda”, afirmou Ana Cláudia.
As palestrantes do evento foram Tatiane Monique, enfermeira; Raissa Medeiros, psicóloga; Michele Santos, nutricionista; Sonia Pereira, fonoaudióloga; e Adriana Mesquita, médica.
Sinais de alerta
Entre os sinais de alerta relacionados ao risco de suicídio estão o aparecimento ou agravamento de problemas de conduta e manifestações verbais persistentes. De acordo com as informações apresentadas no material do evento, essas manifestações devem ser consideradas sinais de atenção e não simplesmente interpretadas como ameaças ou chantagens emocionais.
Também podem indicar uma situação de alerta a preocupação recorrente com a própria morte, a falta de esperança, sentimentos de culpa ou baixa autoestima e uma visão negativa sobre a própria vida e o futuro.
A expressão de ideias ou intenções suicidas também exige atenção. Frases relacionadas ao desejo de desaparecer, deixar outras pessoas em paz, não acordar ou tirar a própria vida devem ser encaradas como sinais que merecem atenção e busca por ajuda.
Outro possível sinal é o isolamento. A pessoa pode passar a evitar telefonemas, reduzir a interação nas redes sociais, permanecer mais tempo em casa ou no quarto e diminuir ou cancelar atividades sociais que anteriormente costumava realizar.
O material também aponta que situações como perda de emprego, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas ou incapacitantes, agressões psicológicas ou físicas, sofrimento no trabalho, discriminação e diminuição ou ausência de autocuidado podem aumentar a vulnerabilidade. Esses fatores, segundo a fonte apresentada, não devem ser considerados determinantes isolados para o suicídio.
Para quem estiver enfrentando uma situação de sofrimento ou precisar conversar, o material divulgado durante a ação orienta a busca por ajuda profissional. O número 188 também foi divulgado durante o evento como canal de atendimento.
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