Estado projeta 9.090 ocorrências no ano; orientação da SBU recomenda avaliação individualizada a partir dos 45 ou 50 anos O Estado do Rio ...
Estado projeta 9.090 ocorrências no ano; orientação da SBU recomenda avaliação individualizada a partir dos 45 ou 50 anos
O Estado do Rio de Janeiro ocupa a terceira posição nacional em estimativa de novos casos de câncer de próstata para o ano de 2026. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são previstos 9.090 novos diagnósticos em território fluminense, ficando atrás apenas de São Paulo (19.590) e Minas Gerais (10.290). No Brasil, a projeção total é de 77.920 ocorrências.
Para estimular a conscientização e o cuidado integral com a saúde do homem — abrangendo aspectos cardiovasculares, metabólicos e mentais —, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) lança, no dia 10 de novembro, a sua campanha anual do Novembro Azul, com distribuição de material educativo e vídeos informativos.
“O Novembro Azul abre uma porta para que o homem olhe para a própria saúde de forma mais ampla. A consulta pode ser uma oportunidade para identificar outras necessidades e iniciar um acompanhamento. Queremos que esse cuidado continue durante todo o ano”, explica o urologista do Departamento Médico da Alerj, Samy Chitayat.
O câncer de próstata é a neoplasia mais frequente entre a população masculina, excluindo os tumores de pele não melanoma. Em fases iniciais, a doença costuma ser assintomática. Contudo, sintomas como dificuldade para urinar, diminuição do jato urinário, aumento da frequência de idas ao banheiro e presença de sangue na urina exigem avaliação médica.
A incidência e a mortalidade aumentam após os 60 anos. Homens negros, pessoas com obesidade e indivíduos com histórico familiar da doença em parentes de primeiro grau (pai ou irmão diagnosticado antes dos 60 anos) possuem maior risco. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) orienta a busca por consulta individualizada a partir dos 50 anos para a população geral, e a partir dos 45 anos para quem integra grupos de risco. Por outro lado, o Inca ressalta que não recomenda o rastreamento rotineiro em homens sem sintomas, cabendo a decisão sobre exames como PSA e toque retal à avaliação médica individualizada.
No Estado do Rio, o atendimento à população é resguardado por legislação específica. A Lei Estadual 6.055/11 instituiu a campanha permanente de conscientização. A Lei 5.245/08 permite a ausência remunerada de servidores estaduais para a realização comprovada de exames oncológicos. Já a Lei 5.957/11 garante o acesso gratuito aos medicamentos prescritos para pacientes com hiperplasia benigna ou câncer de próstata na rede pública.
Serviço: onde buscar atendimento
Porta de entrada: A Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Clínica da Família mais próxima da residência do paciente faz a avaliação inicial do histórico e dos sintomas.
Encaminhamento: Se houver indicação médica, o paciente é inserido no sistema de regulação para exames complementares ou tratamento especializado.
Rede de referência: O tratamento pelo SUS é oferecido em unidades credenciadas, como o Inca e o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe/Uerj), mediante encaminhamento prévio pela rede municipal.
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